okehupa

May 18th, 2014

”Africa has the shape of a broken heart, and the heart of a broken land.”
Imany

somewhere

E, com muito pesar, chegou o dia de nos despedirmos da Namíbia.

Ficamos um dia todo em Windhoek para conhecer a cidade, mas não tem muito o que falar de lá: cidade grande, com pouco pedestre e poucas atrações turísticas. Os restaurantes mais conhecidos costumam lotar, então é bom fazer reserva. E eles pareceram a melhor atração mesmo da cidade.

stroll around downtown

Fomos numa feirinha de artesanato que decepcionou. Achei que encontraria aquelas feiras cheias de gente, tendo que negociar horrores e, no fim, era tudo organizado, com preço tabelado e custando mais ou menos a mesma coisa de tudo que vimos no resto da viagem. Portanto, se for para lá e tiver na dúvida de comprar algo ou não no início da viagem, vai fundo. As chances de encontrá-la muito mais barata no fim são menores na Namíbia :)

“where?”

Como falei no primeiro post sobre a Namíbia, o país é melhor mostrado do que descrito. Ir para a Namíbia foi como sentar para assistir a um espetáculo: você não precisa fazer nada e, mesmo assim, não será o mesmo no final.

another line crossed

"visiting

strolling down the street

Pelo menos eu não sou mais. Okehupa, Africa – and bye bye for now.

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de volta ao deserto

May 10th, 2014

Nos dois últimos dias de road trip, exploramos cenários ainda mais diversos.

beautiful

Primeiro, uma fazenda cheia de fósseis cujo o dono – louquinho e bem-humorado – te leva de caminhonete para uma floresta de Quivertrees.

quiver trees

up

Por lá, me apaixonei!

the coolest dog in the kalahari

O nome dele é Spooky e ir embora quebrou meu coração!

one

Depois, fomos conhecer o Kalahari que, para minha surpresa, é um deserto menos inóspito, com mais vegetação e várias reservas de animais (ele é considerado um semi-deserto). Dormimos em uma delas na última noite e conhecemos as cheetahs órfãs que eles resgataram da vida selvagem.

Cheetahs sem mães costumam morrer novinhas porque não são ensinadas a caçar, então o governo na Namíbia autoriza a “adoção” desses animais por donos de reservas privadas.

cheetah

Na manhã seguinte, fomos procurar o que mais a reserva abrigava:

oryx

kids

stripes

Não se podia pedir mais de férias na África :)

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enfim o canyon

May 6th, 2014

Quando viramos para encarar a beira do Canyon, mal acreditei que estava lá.

no words

Sonhei em conhecer esse lugar por anos e estava em pé, na beiradinha do segundo maior canyon do mundo.

on the edge

Como fomos na época de chuva, excursões ao fundo do canyon são proibidas. Na época de seca, tem uma conhecida trilha de 5 dias que segue o rio por 80 km bem lá embaixo. Em agosto, costuma ser organizada uma ultra maratona ao longo do rio – a média do tempo de prova é de 10 horas!

wet season

O Fish River Canyon é estonteante. Se o deserto me deixou humilde, o Canyon me deixou inspirada. Como não ficar abismada diante de tudo isso?

180o

"in

with a little help from my friends

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Dream come true.

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chuva? sim, chuva!

May 1st, 2014

Quando a gente achou que os dias tranquilos de deserto estavam terminando, pegamos uma baita tempestade de areia na estrada.

"noir

E, das vantagens de ir em baixa temporada, passamos por uma experiência raríssima: ver chuva no deserto.

Deu uma bela refrescada e tivemos a primeira noite fresca em um camping – mal sabíamos que o que nos esperava em breve…

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a cidade fantasma

April 28th, 2014

living room

Depois do deserto, partimos rumo a Lüderitz – a primeira cidade onde os europeus desembarcaram na Namíbia.

on the way

O pioneiro foi Bartolomeu Dias – e a região tem um monte de mirantes e pontos turísticos com o nome dele, criando misturas estranhas como um lugar chamado “Dias Cross” e outro nomeado “Dias Point”. Quer dizer, um nome português junto com um termo inglês num país que fala alemão e afrikaans. E a gente acha que brasileiro é que é misturado!

Bartolomeu, o popular

Lüderitz foi também de onde o Amyr Klink partiu na sua lendária travessia do Atlântico! Foi curioso conhecer a cidade.

port

Dormimos por lá para, no dia seguinte, passar a manhã em Kolmanskop. Chamam hoje de uma cidade fantasma, mas ela nada mais foi do que uma cidade fabricada por uma mineradora na época áurea da descoberta de diamantes na região.

room with a view

Assim que descobriram diamantes melhores e maiores mais ao sul da Namíbia – uma região fechada até hoje exclusivamente para o minério – todo mundo se picou e largou a cidade do jeito que estava.

quick bath

Incrível e intrigante.

peaking

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as dunas e o oásis

April 23rd, 2014

“I have always loved the desert. One sits down on a desert sand dune, sees nothing, hears nothing. Yet through the silence something throbs, and gleams…”
Antoine de Saint-Exupéry



Eu bem já sabia: vida no deserto começa cedo. Fomos acordadas às 4h30 para começar a aventura junto com o sol.

sunrise

Subir uma duna parece bem mais tranquilo do que é…

overview

E penamos para chegar no topo, mas aí estamos nós!

sunny

Esse deserto, chamado de Namib, é avermelhado assim porque – simplificando bastante a história – a areia enferrujou.

Seus grãos são mais pesados do que areia branca, “normal”. E, como o vento não consegue levá-los, as dunas não mudam quase nada de lugar e são todas mapeadas e numeradas para controle.

A Duna 45 (essa que subimos) é a única que é aberta a visitação. Se o vento não mexe no deserto, não somos nós que vamos mexer, né?

on the top

Na mesma manhã, fomos visitar o Deadvlei – Vale da Morte. Um antigo oásis que secou e deixou eternos rastros de sua existência.

wallpaper, but for real

Aqui explica melhor o fenômeno.

getting there

Mesmo em lugares tão turísticos, estar no meio do deserto é um banho de humildade. Esse universo cheio de fenômenos muito mais grandiosos do que qualquer coisa que mentes humanas podem criar…sei não, acho que deveríamos escutá-lo um pouquinho mais :)

talking

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o tour

April 16th, 2014



O tour que escolhemos percorreu o sul da Namíbia por 7 dias, totalizando 1800 quilômetros de estrada.

Foi muito chão e muitas vezes passamos quase metade do dia dentro do carro. Mas não incomodou: a janela sempre oferecia uma atração impressionante.

oryx

A Namíbia é extremamente bem preparada para receber turistas. Eu estava um pouco familiarizada com algumas coisas pois o país se parece, em muitos aspectos, com o interior da África do Sul.

Mas a Carina, além de se impressionar tanto quanto eu com o cenário, ficou de cara com a estrutura dos campings que ficamos: praticamente todos tinham piscina e um tinha até wifi (!!). Além de banheiro com água quente e bar com cerveja gelada. Sempre.

campsite

camping with a pool

As estradas também eram excelentes. Nossa piada recorrente é que a maioria das estradas em que viajamos, mesmo sendo de terra, eram melhores que muita rua do Rio de Janeiro.

the view from within

Para quem quiser ir:
- Totalmente sem querer, usamos a mesma companhia que a Adriana, do Dri Everywhere, usou na viagem dela – o Wild Dogs Safaris. Amamos.
- Como sem querer? Porque a parte namibiana da nossa viagem foi toda montada – com muitíssima atenção e carinho – pela BelAfrique, uma agência bem pequetica de Cape Town. Além do tour, providenciaram hotel em Windhoek, transfer para o aeroporto e coisas afins. Tudo a um preço justíssimo e mais barato do que se tivéssemos negociado diretamente. Pagamos cerca de R$2.200,00 pelos nossos 10 dias na Namíbia, com praticamente todas as refeições inclusas, além da hospedagem e do tour.
- Todos os campings e guesthouses que fiquei na Namíbia estão aqui. Alguns, vou citar em posts; outros não.
- O norte da Namíbia parece valer muito a viagem, assim como Swakopmund, a famosa cidade na Costa dos Esqueletos (ou pertinho). Não fui por falta de tempo e quero muito voltar!
- Mas a Namíbia não é um país renomado por sua vida selvagem – só para alinhar expectativas. :) Se esse é seu foco, a vizinha Botswana é bem mais indicada.
- Como falei, fomos super bem servidas por lá: de infra-estrutura turística, de serviços excelentes, de sorrisos amigos e boa vontade genuína.

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caindo na estrada

April 14th, 2014

Desembarcamos em Windhoek bem na minha hora preferida do dia: o pôr do sol.



Voltei para uma África mais familiar para mim: o aeroporto pequeno, a estrada boa no meio de um revigorante e extenso nada, a guesthouse acolhedora depois de um longo dia.

Na manhã seguinte, já caímos na estrada. E que estrada…

first day on the road

Foi uma bela manhã entre as montanhas seguida de um almoço numa “cidade” no caminho.

broke

Chegamos cedo no camping e fomos curtir o pôr do sol numa duna das redondezas.

sunset

Uma das coisas que mais me impressionou na Namíbia foi a drástica mudança de paisagem numa questão de horas: numa manhã, você estava no meio – no meio MESMO – de um vasto deserto para de tarde se achar na beira do Atlântico; ou então você dorme do lado do segundo maior canyon do mundo para depois almoçar no Kalahari.

no filter, for real.

Nada mal para um primeiro dia!

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there & back again

April 3rd, 2014

colors

Dessa vez, fui com uma amiga companheiraça de viagem!

gal's trip

Como ela nunca tinha pisado em terras africanas, me senti na obrigação de fazer um pit stop em Cape Town. Até porque, qualquer motivo é motivo para ir para Cape Town, né?

ending day


Não fiz “nada de novo” (embora não acredite muito nessa expressão) o que não significa que não foi uma delícia – sobretudo por poder ver tudo através dos olhos novatos da Carina (a maioria das fotos desses e dos próximos posts são dela).

lazy

Curti muito voltar. MUITO. Nessa fase de poder conhecer tantos lugares novos, foi muito bom e relaxante voltar para um lugar que gosto tanto.


Num fim de tarde, fomos passear em Muizenberg, uma praia fofa e pacata perto da cidade. Um point de surfistas que me pareceu um pouco esquecida no passado, mas é histórico: além de ter sido berço do surfe sul-africano, foi onde os britânicos venceram os holandeses e, com isso, anexaram a África do Sul como parte do Reino Unido.

red


Essas casinhas coloridas são onde os surfistas guardam suas pranchas e trocam de roupa no inverno para partir pro mar.

E, só para terminar, mais uma foto de pinguim porque nunca é demais :)

ducking

No próximo post, começa a aventura namibiana!

Para quem quiser ir:
- Fizemos um roteiro parecido com o que sempre indico: Table Mountain de manhã + almoço em Camps Bay no primeiro dia (com direito a fim de tarde e jantar no Waterfront depois); e Cabo da Boa Esperança + Boulder’s Beach no segundo, jantando no Africa Café (ainda esprememos confortavelmente Muizenberg nesse dia).
- A ideia era fazermos Robben Island e o Museu do District Six no terceiro dia, mas ficamos com medo de perder o voo para Windhoek (que era cedo de tarde) e pulamos.
- Se tiver mais dias, ainda indico o passeio por Stellenbosch e um day trip para Hermanus.
- Mais detalhes sobre Cape Town aqui e aqui.
- E todos os posts sobre a África do Sul aqui.
- O Viaje na Viagem vai fazer uma post especial sobre o país, vale ficar de olho. Nesse meio tempo, aqui tem as recomendações de uma galera.

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sobre voltar à áfrica

April 2nd, 2014

“Watch every single sunrise and sunset you can. There is no sunset as beautiful as the African sunset, I assure you.”

cheers!

Embora ainda tenho muito o que compartilhar sobre como foi terminar a Volta ao Mundo, vou mudar um pouco de assunto por uma boa razão: mês passado voltei para África!

Calma, foram só férias :)



Mas deu para matar a saudade de muita coisa, renovar meu amor pelo continente, assim como realizar um sonho que tenho há pelo menos 4 anos: conhecer a Namíbia.



Não existem palavras para descrever o caldeirão de emoções que vivi ao voltar para a África. Não existe música, poesia, palavra que descreva a conexão especial que criei com o continente.

Voltar me mostrou que a energia de lá – assim como o pôr do sol – é única. Nem melhor nem pior: própria.

E, como quase tudo na vida, é preciso experimentar na pele para entender.

moça macua

primeira fileira

Respire o ar africano. Sinta os cheiros, mesmo que nem sempre eles sejam agradáveis. Veja a costa do Índico – e a do Altântico, por outro ângulo.

maré alta

brother

Caminhe por suas montanhas, seus desertos, sua savana e sinta o sol. Admire o céu – o mais estrelado que já vi.

on the lookout

my water

harmony

E seja contagiado pelos sorrisos.

boy

color

recreio

Só assim para entender.

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