a melhor crise existencial do mundo
Friday, April 27th, 2012
É isso. Vou dar a minha volta ao mundo.
Os últimos seis meses foram intensos. Comecei a achar que não gosto de montanha-russa porque minha vida já dá guinadas suficientes para uma cabeça só!
E o universo deu o recado: é hora de dar uma parada. É como se o tempo inteiro eu tivesse querendo seguir em frente e alguém estivesse me sussurrando – calma, menina, a vida é para ser descoberta, não resolvida.
Seguindo o clichê, vou viajar. Vou sair pelo mundo – vou ver o novo para rever o velho. Vou para fora para poder olhar para dentro.
No melhor estilo crise existencial: à beira dos 30 e sozinha.
Quero ir para lugares que sempre sonhei em conhecer – quero me encantar, me decepcionar, me achar e me perder.
Tive todos os momentos de dúvida, óbvio. Ouvi tudo de bom e de ruim do que tinham para me falar. Já fui dormir uma criança irresponsável e acordei me sentindo completamente livre. Já hesitei em ir sozinha, em entregar mais ainda da minha vida ao acaso – já hesitei.
Mas é isso. É agora.
Os lugares para onde vou tem significados diferentes e muito pessoais: uns, bem bobos, sonhos infantis; outros, mais profundos, sonhos de adulto perdido.
Não que vá me achar, vejam bem. Vou só explorar: mudar a tática de viver – olhar um pouco para como os outros fazem, lidam e sonham para conseguir me ver melhor. Aliás, tenho quase certeza que vou voltar mais perdida do que estou.
Mas viagens costumam servir como catalisadores de insights – fazem o que está ruim ser descartado de vez e o que está bom ser valorizado. Se uma coisa ficou clara para mim com isso tudo é que, quanto mais perdido se está, mais certeza temos do que queremos para nós mesmos. Paradoxal, é verdade. Mas e a vida não é?
Então, vou me perder na vida. Mas me acho aqui, contando tudo na casinha mais fixa dos meus últimos anos.






