as dunas e o oásis

“I have always loved the desert. One sits down on a desert sand dune, sees nothing, hears nothing. Yet through the silence something throbs, and gleams…”
Antoine de Saint-Exupéry



Eu bem já sabia: vida no deserto começa cedo. Fomos acordadas às 4h30 para começar a aventura junto com o sol.

sunrise

Subir uma duna parece bem mais tranquilo do que é…

overview

E penamos para chegar no topo, mas aí estamos nós!

sunny

Esse deserto, chamado de Namib, é avermelhado assim porque – simplificando bastante a história – a areia enferrujou.

Seus grãos são mais pesados do que areia branca, “normal”. E, como o vento não consegue levá-los, as dunas não mudam quase nada de lugar e são todas mapeadas e numeradas para controle.

A Duna 45 (essa que subimos) é a única que é aberta a visitação. Se o vento não mexe no deserto, não somos nós que vamos mexer, né?

on the top

Na mesma manhã, fomos visitar o Deadvlei – Vale da Morte. Um antigo oásis que secou e deixou eternos rastros de sua existência.

wallpaper, but for real

Aqui explica melhor o fenômeno.

getting there

Mesmo em lugares tão turísticos, estar no meio do deserto é um banho de humildade. Esse universo cheio de fenômenos muito mais grandiosos do que qualquer coisa que mentes humanas podem criar…sei não, acho que deveríamos escutá-lo um pouquinho mais :)

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One Response to “as dunas e o oásis”

  1. Carina Guedes Says:

    Concordo e discordo de Dona Renata…

    Dizer que ela penou, me deixa em situação de quase desamparo. rsrsrs Ela subiu firme e forte num ritmo pra lá de bom, fiquei orgulhosa!!
    Já a Carininha aqui, até pesadelo teve no dia anterior sonhando e falando dormindo com a possibilidade de um fracasso homérico e já antecipando um culpado… Pensei que deveria atribuir às horas que passo sentada em frente a um computador no trabalho e em casa.. Isso seria lógico e cheio de sentido.
    Cheguei e o medo de fracassar tomou forma, altura e imensidão….
    Mas desistir nunca. Fui!! Muito inspirada pela viagem, pela companhia.. Pelo espírito de todos que passam a torcer para você conseguir, passam a se preocupar…
    E eu concordo com a Rê, quando ela fala sobre humildade, e também humanidade.. A natureza te coloca, como num golpe, no lugar humano.. Te faz simples, te faz pequeno, mas não te faz menor… Te desafia, te puxa, te instiga.
    Quando muiiiiiiiiiito devagar eu subi, quando juntas tiramos aquela foto literalmente montadas no “monstro” imaginário… Ali, quando consegui ver o nascer do sol… Bem ali, olhando aquela imensidão, eu encontrei uma espiritualidade que acho que nunca havia sentido dentro de um templo católico do homem… Nem diante de um escrito ou mensagem datada da bíblia… Foi ali, diante da natureza e diante de um compartilhamento da simplicidade, humildade e humanidade, senti a presença de algo espiritualmente maior… Algo que não é fácil de encontrar dentro de você…
    A duna 45 passou a ser uma fotografia na minha memória.. Um evento ao qual vou recorrer sempre que acreditar que tudo o mais está perdido….
    A duna 45 vai estar lá quando eu realmente precisar acreditar.

    Da África trouxe alguns ensinamentos:
    - “Tumorow is another day” – quando nosso guia nos pedia calma ao jantar e menos ansiedade para sabermos o que faríamos no dia seguinte.
    - “Hakuna Matata” – achava que a expressão tivesse sido uma criação da disney para o filme do rei leão rsrsrsrs e que se tornou um mantra que é bem carioca: pensar que “não tem problema, cara”, “tá tudo certo”.
    - “Passos de elefante, devagar e sempre…. O sol vai me esperar…”- O que me dizia em pouco silêncio ao subir a duna 45
    - E também amizade, parceria e aquele sentimento de que você vai conseguir porque tem alguém que já chegou torcendo para você conseguir chegar também… Dona Renata Moraes, você que é a maior parceirona de viagem!!!

    A África foi FODA!!!! E só um palavrão pra conseguir trazer esta imagem magnânima!!! Voltarei, com certeza!!!

    bjs,
    Ca

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