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mozambique fashion week

Sunday, December 12th, 2010

capulana way of life

Essa semana que passou, o Mozambique Fashion Week agitou Maputo com desfiles e afterparties diários. Com minha atual falta de pique, acabei indo a três desfiles, sempre dando uma passadinha nas festas.



Confesso que minhas expectativas eram baixíssimas quanto a tudo e foram superadas em tudo. A organização estava ótima: bons locais (os melhores da cidade), bom som, iluminação impecável e tudo o mais. As festas foram cada dia num lugar, embora Maputo careça de lugares mais hypes para festas fashion.

Os desfiles em si, embora eu não entenda nadica de moda, oscilaram muito entre qualidades boas e toscas. Não vou me aventurar em críticas mais profundas porque realmente não é o tipo de coisa que tenho sequer um pingo de conhecimento – mas deixo registrado que o único nome que fiquei realmente na cabeça depois dessa semana foi o da Marinela Rodrigues.



Não posso deixar de comentar a modelo mais cara de bunda que alguém pode ever ver na vida:

not happy

Preciso também comentar a linda campanha que os queridos @zecadeoliveira e @giuseppelira fizeram. Linda demais!



Ano que vem tem mais!

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ice, ice, baby

Sunday, December 12th, 2010



Apesar de ser uma das primeiras coisas que um gringo faz quando vem a Maputo, eu nunca tinha pisado no Ice Lounge, a boate mais agitada da cidade. Fui na sexta para o afterparty do MFW:



O lugar é bem legal (eu sabia que era todo branco e tal e esperava uma coisa super brega, mas a decoração é ótima) e – pelo menos na sexta – estava lotado e animadíssimo.

É um lugar caro, mas nada que quem more no Rio de Janeiro ou em São Paulo julgue fora do comum. Mas acho que já me acostumei com preços em meticais e custos moçambicanos: quando tive que pagar 150 meticais (US$ 4 / R$7,30) por uma Ice (aqui, é “Spin”), fiquei de queixo caído.



Sexta e sábado parecem os melhores dias para o Ice Lounge, que fica na Marginal, imediatamente antes do Casino. A entrada costuma ser de 500 meticais (US$ 13 / R$ 24).

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capulanas

Wednesday, December 8th, 2010



Semana passada, fui duas vezes na Casa Elefante para levar amigas novatas em Maputo.

Tive a ótima surpresa de achar estampas novas de capulanas, o tecido que por aqui você vê em toda parte: como saia, segurando bebês e, no meu caso, como duas novas cangas lindíssimas!



Nas ruas laterais à Casa Elefante, existem vários alfaiates que cobram super barato para fazer costuras rápidas – paguei 60 meticais (US$ 1,60 / R$ 2,91) por bainha em 3 capulanas.

Dica: não vá de manhã! Não sei bem porquê, mas sempre fui lá de tarde e, pela primeira vez resolvi ir de manhã, por volta das 10h e a loja estava abarrotada de gente, uma loucura meio chata.

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world press photo em maputo

Wednesday, December 8th, 2010



Ontem fui no Forte dar uma olhada no World Press Photo Expo, que está rolando lá até dia 20/12.

Eu vi a edição anterior dessa exposição no MAM e adorei. A desse ano não foi diferente: são fotos chocantes ou impressionantes, lembrando momentos históricos, marcantes ou típicos do ano anterior.

Quem disse que Maputo não tem boas opções culturais? :o)

A cidade, inclusive, marca presença na exposição.

As fotos vencedoras também podem ser vistas online.

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road trip, parte 4: now we’re talking!

Saturday, December 4th, 2010

Com a ida antecipada para Nampula, ficamos com um dia de folga entre as reuniões. Não tivemos dúvida: fomos conhecer a Ilha de Moçambique!

são sebastião

A ilha estava no meu top da wishlist, fiquei muito feliz de ter a oportunidade de dar um pulo por lá, mesmo que breve. Ela fica a duas horas de carro de Nampula, num litoral recheadinho de praias lindas para serem visitadas.

Para chegar, você precisa atravessar uma ponte estreita que tem uns recuos para manobra e possibilitam (mas não facilitam) muito o trânsito ali:

Paga-se 10 meticais (27 centavos de dólar / 47 centavos de real), mas depende também dos guardas da ponte lembrarem disso. E o clima já muda e fica mais leve desde a entrada:

fazendo postal

A ilha foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco em 1991, não antes de sofrer as conseqüências do abandono português, da guerra civil e de uma invasão de locais que moram na ilha em palhotas ou casas modestas.

Mesmo assim, o “clima de ilha” permanece – estar numa ilha sempre me deixa mais sossegada, mais tranquila com o mundo…

clique

E existe um esforço montado por um cooperação internacional para restaurar as principais atrações: já começaram a restauração da Fortaleza de São Sebastião e, ano que vem, começarão a reformar o Palácio dos Capitães Generais:

old pink

+

No Palácio, você compra entrada para uma visita guiada tanto do próprio Palácio quanto do Forte e do Museu de Arte Sacra. Para nós brasileiros, esses pontos turísticos são meio repeteco: um Palácio cor de rosa com decoração ostensiva que servia de residência oficial ao governante português (a Ilha foi a primeira capital de Moçambique, é a Salvador moçambicana) e um Forte com paredão de fuzilamento e áreas de crueldade escrava.

Mas os guias são da Ilha mesmo e muito bem informados para coisas além do roteirinho default. Eles sabem as datas de previsão da restauração em cada lugar, por exemplo, e são ótimas fontes vivas sobre a história de Moçambique.

Lembrem que em Moçambique a história colonial acabou há muito pouco e a guerra estendeu-se até 91. Qualquer pessoa que já passou da adolescência tem lembranças vivas de acontecimentos históricos. Alguém apenas 7 anos mais velho que eu, que hoje está chegando aos 40 anos, nasceu numa colônia portuguesa. Não é bizarro?

Almoçamos no Relíquias, um restaurante na beira da praia com uns amigos gatos que nos fizeram companhia – sobretudo depois que pedimos comida demais e repassamos um pouco para debaixo da mesa:

clique

A “torta de caju” – que na verdade é uma torta com castanha de caju – vai ficar para sempre na minha lembrança. Mas dizem que o crème de la crème gastronômico mesmo é no Escondidinho – uma pensão montada por uns franceses que garantem os melhores pratos da Ilha. Não comi, mas paramos lá para um pit stop e o lugar é tão fofo, que indico sem nunca ter ido.

Eu também fiquei apaixonada pelo Terraço das Quitandas:

terraço

A Ilha é uma paradinha perfeita na ida ou na volta para as praias e resorts do norte de Moçambique. Voltamos, definitivamente, renovados.

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road trip, parte 3: nampula

Friday, December 3rd, 2010

E lá fomos nós enfrentar mais 6h30 na maldita estrada de terra…



Mas a paisagem ficou um pouco mais interessante, com alguns morros isolados de pedra que são muito comuns nos arredores:



De Nampula em si, vi pouquíssimo. É conhecida como “a capital do Norte” em Moçambique – economicamente, é a segunda maior cidade do país. Mas dizem que em termos de infra-estrutura, qualidade de vida e política, ainda perde em muito para Beira.



Aqui tem algumas fotos mais ilustrativas da cidade.

Bem, quase chorei de emoção quando cheguei no Hotel Executivo e encontrei condições absolutamente satisfatórias de hospedagem. Depois de uma noite tão mal dormida e 13 horas de viagem acumuladas, eu estava exausta. Meu bom humor já tinha ido às favas na véspera.

Mas, como tudo tem seu lado bom, nossa fuga repentina de Cuamba nos deixou com um dia de folga. E lá fomos nós para a Ilha de Moçambique! \o/

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road trip, parte 2: o fim do mundo

Thursday, November 25th, 2010

infância

Depois de 5h30 de estrada batida, chegamos em Cuamba, nossa segunda parada da viagem. Chegamos já anoitecendo, sorte que um de nós conhecia a pousada e achamos facilmente.

Cuamba é uma cidadezinha no meio de Niassa a meio caminho de Nampula. E acabou por aí. É difícil comer mal em Moçambique (na dúvida, sempre peça frango e matapa ou arroz) então jantamos bem.

Já haviam feito um verdadeiro preparo psicológico em mim – uma city girl mal-humorada – e nem achei a pousada ruim…até achar uma barata viva no meu quarto.



Beleza, né? Mata-se a barata, vai-se à recepção e pede-se baygon. Vai-se jantar.

Na volta, contei 5 baratas mortas dentro do quarto – não antes de matar outra viva na porta.

Até aí – pensei comigo mesma – ok, né. Barata é só nojinho. Mas não demorou muito para eu e minha vizinha de quarto acharmos um escorpião – VIVO! – na frente dos nossos.

Para mim, bastou: acabei admitindo todas minhas frescuras na vida e dormindo dentro do carro.

Se essa história não te provocou nenhuma irca, de resto, a pousadinha é tranqs: Pensão Quinta Timbwa – Sr. Jaime: 826920250

Mas parece que a dica supimpa mesmo é a pensão da Dona Zezinha (achei que o nome era zoação, mas é verdade hehe): 825659983 (peça para ficar nos quartos novos).

O plano era ficar duas noites em Cuamba, mas não foi difícil convencer a caravana para partimos cedo para Niassa a meio caminho de Nampula – que foi exatamente o que fizemos no dia seguinte.

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road trip, parte 1: lichinga

Wednesday, November 24th, 2010



Fui a trabalho fazer uma viagem que estava querendo fazer há muito tempo: atravessar o norte de Moçambique, do lago até Nampula. Na verdade, eu queria fazer isso de trem, como muitos que conheço fizeram…

Mas acabei tendo que fazer de carro com uma pernoite – o que fez a antes aventura excitante de 12 horas num trem que carrega de gente a cabrito se transformar num road trip de 72 horas percorrendo uma estrada de terra batida que deixou meu corpo todo dolorido. Vou relatá-la em 3 ou 4 posts essa semana.



Olha, juro – meu guia do Lonely Planet taí para confirmar: Lichinga é o fim do mundo.

Quer dizer, minto. Na verdade, Cuamba é o fim do mundo. Mas a gente chega lá.

Lichinga foi nosso ponto de partida: a cidade é a capital da província do Niassa. Se algum dia você for parar lá – e não for a trabalho – provavelmente vai ser porque ela é a última cidade em Moçambique com aeroporto para se chegar ao Lago de Niassa (aka Lake Malawi).

Não pude ir até lá, mas já me garantiram que a viagem vale a pena:

Lake Malawi Kayak Trip

Dizem que, pelo lado de Moçambique, você tem uma experiência mais roots: cabanas mais modestas, mas muita natureza e paisagem bonita. Pelo lado do Malawi, você conta com uma infra-estrutura para gringos perfeita para quem é um pouco mais fresco ou menos natureba (que fique claro que sou super a favor de luxos no mato, embora tenha aprendido a viver sem muitos).

Lake Malawi

Ao mesmo tempo que não tem nada em Lichinga, fim do mundo é exagero: se precisar pernoitar por lá, reserve um quarto no Hotel Girassol e peça uma matapa no restaurante que estarás bem servido.

Fiquei, literalmente, 24 horas por lá. A única coisa que senti e que sinto sempre mais quando vou para o norte, é que branco chama muita atenção mesmo: ninguém passa por você sem olhar nem que seja de lado. Muitas vezes, é descarado e explícito. Mas passa rápido e falar português facilita tudo (mesmo que nem sempre seja útil, já que muita gente em vilas e cidades menores do norte não falam português).

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and our friends are all aboard

Friday, November 12th, 2010



Têm coisas que não dá para expressar em palavras.

Thank you all :õ)

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happy birthday to me \ô/

Thursday, November 4th, 2010

“For me, charity is practical. It’s sometimes easy, more often inconvenient, but always necessary. Charity is singular and achievable.” (Scott Harrison)



Esse ano, por diversas razões, eu não farei festa de aniversário – nem chope, nem jantar, nem almoço, nem nada. Estarei viajando a trabalho e provavelmente num hotel não muito bom.

Fiquei pensando em idéias para me animar com a data – afinal, onde já se viu entrar em depressão num aniversário, né. No way. Então, arranjei um jeito de encurtar as distâncias, possibilitar que todos me presenteiem e nobremente comemorar o fim do meu inferno astral (esse foi duro, viu?):



Vi essa idéia há meses – acho que na CNN – sobre pessoas que estavam abrindo mão de aniversários por boas causas. Não costumo pedir presentes de aniversários porque gosto da surpresa, mas esse ano – para quem está longe ou para quem está perto – faço questão.

A charity: water é uma ONG com um objetivo muito simples: levar água potável para todos. Começou com um cara abrindo mão do seu aniversário e levando a idéia adiante.

Com certeza acesso a água potável é algo meio óbvio para a maioria de nós. Mas, acredite, 42.000 pessoas morrem por semana por não terem acesso a água potável – 90% delas são crianças de menos de 5 anos.

Pensa bem e leia comigo, em voz alta (sério, leia em voz alta para entender o impacto):

QUARENTA E DUAS MIL PESSOAS MORREM POR SEMANA E NOVENTA POR CENTO DELAS SÃO CRIANÇAS COM MENOS DE CINCO ANOS.



E o que o povo do charity: water gentilmente nos lembra é que isso é um problema de solução simples e barata: doe um pouco e salve um poucão. Num continente imerso em tantas complexidades, ver e presentear simplicidade é um alívio sem tamanho.

Então pronto. Você já sabe o que me dar de aniversário, certo? E, sem pressa: pode esperar o salário entrar. A campanha rola até dia 31/12/2010.

Ah, claro, 28 dólares é um valor simbólico pelos meus 28 aninhos bem vividos. Sendo mais ou sendo menos, não tem valor que vá me deixar infeliz. A meta também é simbólica. Se ela não for atingida, o dinheiro se junta a outras campanhas, é igualmente aplicado e você igualmente é presenteado com um email sobre o que foi feito com a grana.

O site da ONG é recheado de FAQs, relatos e reports e é uma organização auditada que garante que 100% da sua doação seja efetivamente investida na construção de poços artesanais na África.

Dá um confere lá que é inspirador – e DOE!! :oD

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